saí daquela porta caminhando
sobre meus próprios estilhaços
(não, você não quer mais me ver)
as casas e os carros parados
andavam incrivelmente mais rápidos
que de costume
os estilhaços desmoronavam
se agarravam aos meus braços
com medo de se extinguirem nos pingos d´agua
que decolavam até as telhas de zinco
(não vou acordar cedo amanhã)
uma parte de mim está nublada
Nenhum comentário:
Postar um comentário